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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A questão Palestina


Um povo sem pátria

Para compreendermos a origem da disputa entre Israel e Palestinos, precisamos recorrer à história, mais especificamente à história do povo judeu. Desde a antiguidade o povo Judeu foi subjugado por outros Reinos ou Impérios. A própria Bíblia que é formada, em parte, por livros que contam a história do povo Judeu, narra a forma como Egípcios, Babilônios e Romanos subjugaram esse povo.
 No ano 70 d.c uma revolta dos Judeus contra a dominação do Império Romano resultou em uma violenta resposta militar por parte dos Romanos, que destruíram Jerusalém fazendo os judeus fugirem para outros países da Ásia e principalmente da Europa. Esse movimento migratório de Judeus forçados a fugirem da Judéia ficou conhecido como Diáspora.
Durante a Idade Média, os Judeus que viviam espalhados em pequenas comunidades na Europa, eram mal vistos pelos cristãos, que os culpavam pela crucificação de Jesus. Além disto, eles eram considerados impuros por trabalharem com dinheiro e empréstimos com juros (usura).
O filme Ben-hur conta a história de um Judeu escravizado pelos Romanos 

Na segunda metade do século XIX, ganhou força um movimento de defesa da criação de um Estado para os Judeus, em especial entre os judeus que viviam sob a pressão das perseguições do anti-semitismo na Europa. Esse movimento ficou conhecido como Sionismo.

A criação do Estado de Israel

Após a 2° Guerra Mundial, o anti-semitismo nazista foi responsável pela morte de aproximadamente seis milhões de Judeus, episódio chamado de Holocausto. Este holocausto quase inacreditável reforçou a idéia do movimento sionista, que pregava a criação de um Estado nacional para os judeus. A ONU (liderada por EUA e Inglaterra) apoiou esse movimento e criou o Estado de Israel em um pedaço da Palestina (país Árabe que estava sob o domínio da Inglaterra).
Para os judeus, a Palestina é a terra prometida, é o paraíso que tanto esperaram. Levam para lá todo o seu potencial financeiro e tecnológico e começam a construir um país. Para os palestinos, é uma grande injustiça que seu território seja dividido por uma ordem externa e sua terra seja ocupada por gente recém-chegada, com outra cultura, outra história, outra língua, outra religião.

 
Uma guerra atrás da outra

O plano da ONU foi rejeitado não apenas pelos Palestinos, mas também por outros países árabes.
A chamada Liga das Nações Árabes (Síria, Iraque, Egito, Líbano e Jordânia) se posicionou contra a criação do Estado de Israel, e tentou impedir a consolidação desse país através do conflito armado em 1949. Israel venceu e expandiu seu território, que ficou quase 50% maior do que o estipulado pela partilha.
 Com a derrota, os palestinos passam a viver em campos de refugiados nos países árabes (Líbano, Jordânia e Egito) ou como cidadãos de segunda classe nas áreas controladas por Israel.
O Estado de Isael se consolidou na década de 1950 e 1960, recebendo novas levas de recursos financeiros e imigrantes Judeus. Mas o país enfrentava a hostilidade dos países árabes, que pregavam sua destruição. A tensão culminou nas guerras a seguir:

 Guerra dos Seis Dias (1967)

Israel  X    Síria, Jordânia e Egito
                 
Conseqüências:
  •     Israel vence a guerra e ocupa áreas do Egito (Faixa de Gaza e Península do Sinai), Síria (colinas de Golã) e Jordânia (Jerusalem Oriental e Cisjordânia)

Guerra do Yom Kipur (1973)
Egito,Síria e Jordânia   X  Israel

  • Egito e Síria tentam sem sucesso retomar as áreas de seus territórios tomadas por Israel na Guerra dos Seis Dias.
  • Pela primeira vez o petróleo é utilizado como arma política, o que provoca o primeiro Choque do Petróleo


Yasser Arafat
Organização pela Libertação da Palestina
 Criada em 1964
com o objetivo de lutar contra o Estado de Israel, reconquistar Jerusalém, formando um estado Palestino.Apesar de suas ações violentas no início, a OLP acabou sendo reconhecida como legítima representante do povo palestino e passou a procurar resolver os conflitos por meio de negociações diplomáticas.Teve Yasser Arafat como líder, desde sua criação até 2005.


As Intifadas

1° Intifada 1987
Foram revoltas  populares espontâneas dos Palestinos contra Israel, ocorridas em 1987 e 2000.
Prejudicaram a imagem de Israel junto a opinião pública mundial e mostraram ao mundo a inviabilidade da ocupação, abrindo caminho para uma saída diplomática.

Esforços pela paz

Acordo de Camp David (1979)
          Acordo de paz entre Israel e Egito, mediado pelo presidente norte- americano Carter. Através desse acordo, o Egito reconheceu a existência de Israel. Em troca, Israel devolveu a península do Sinai.
Acordo de Oslo (1993)
Acordo de Oslo mediado por Bill Clinton

·         Firmado por Yasser Arafat  e o primeiro-ministro de Israel na época Yitzhak Rabin. Resultou na progressiva retirada de Judeus da faixa de Gaza e de parte da Cisjordânia.
·         Rabin foi assassinado por um extremista Judeu que não aceitava o acordo. O governo posterior de Ariel Sharon representou um retrocesso nas negociações de paz, deteriorando o que tinha sido acordado em Oslo.



 Impasse Prolongado

Muro da Cisjordânia
  • O presidente norte americano George W. Bush, com sua paranóia de "guerra ao terror", prejudicou as negociações de paz, ao invés de defender o diálogo, assumir uma postura unilateral de apoio à israel e cobrança à Yasser Arafat.
  • A OLP, desgastada após os fracassos nas negociações de paz, perdeu poder e carisma junto ao povo Palestino, situação agravada com a morte de Yasser Arafat em 2004.O grupo radical HAMAS assumiu o poder após eleições em 2006, trazendo novas complicações ao conflito. Atualmente os palestinos estão dividos entre defensores do HAMAS e do grupo Autoridade Palestina.
  • Em 2007, Israel organizou um fulminante ataque aos militares do HAMAS presentes na Faixa de Gaza, matando civis e reacendendo o conflito que esta longe de ser resolvido.
  • Israel está costruindo um muro desde 2004, para separar seu território da Cisjordânia (território ocupado, com maioria Palestina).

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